Monte Sinai

Monte Sinai

sexta-feira, 6 de abril de 2012

ORAÇÃO POR ESSE MUNDO. "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; 1 Timóteo 2:1"

 O mundo não é eterno. Ele acabará um dia. Será que devemos orar por ele? Será que devemos tentar melhora-lo? A Bíblia diz que devemos orar pelas autoridades . Diz que devemos orar pelos que nos governam. Diz que devemos amar nossos inimigos e orar por aqueles que nos perseguem (Mt 5.44). Então a resposta é: "Sim, devemos orar pelo mundo." Devemos preocupar-nos em levar os homens a viverem num mundo melhor . Mas também devemos tentar fazer deste mundo um lugar melhor para se viver. Isso faz parte de nossa missão com cristãos.
Pouca Preocupação com Este Mundo 
O cidadão dos céus deve ser bom cidadão na terra. Aliás, ele deve ser o melhor. Ele sabe que deve obedecer às leis e normas que governam a terra. Os cidadãos do céu não devem transgredir    as leis voluntariamente. Devem pagar seus impostos. O cristão que tiver de pagar uma multa por haver transgredido determinada lei, é um péssimo representante do seu verdadeiro "país". O cristão que for lançado na prisão por um crime que  cometeu após sua conversão, terá muita dificuldade em convencer a seus companheiros de prisão, que ele é um cidadão do reino da justiça.
Devemos orar para que Deus nos ajude a sermos bons cidadãos. Alguns cristãos ficam tão preocupados com o céu, que não servem para nada aqui na terra. Isso não deve acontecer. Nós somos o sal da terra. O sal serve para melhorar o sabor dos alimentos. Os crentes devem melhorar a terra. O mundo deve ser abençoado pela presença dos cristãos nele. A presença deles deve trazer alegria e paz. Suas orações mantêm os líderes. A sua justiça fortalece a nação.
Muita Preocupação com Este Mundo
Naturalmente, é possível ficarmos tão envolvidos nos negócios deste mundo, que esqueçamos de que foi Deus que nos colocou aqui. Somos o sal da terra, mas nossa "salinidade" é  conhecimento que temos de Jesus Cristo, e a vida reta que Ele nos capacita a viver. Não podemos ser sal da terra, se ignorarmos o fato de que somos forasteiros e estrangeiros aqui. Nós só podemos ajudar o mundo, se ajudarmos os homens a entenderem o plano divino. Portanto, não podemos deixar que as coisas do mundo nos façam negligenciar a tarefa que Jesus nos confiou.
 Devemos orar por duas coisas: Primeiro, para que nosso coração não seja atraído pelas coisas do mundo. "Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém ama mundo, o amor do Pai não está nele." (1Jo 2.15). Essa é a primeira coisa da qual devemos orar, quando pensamos em melhorar o mundo e dar um bom exemplo. A segunda coisa pela qual precisamos orar é que nunca deixamos de cumprir a missão que Deus nos confiou. "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo." (Jo 9.50. Jesus disse estas palavras quando se encontrava aqui na terra, e Ele é o nosso exemplo. Ele andou por toda a parte fazendo o bem. Nós também devemos fazer o bem. Ele orou pelos enfermos e nos também devemos orar. Ele expulsou demônios; nós também devemos expulsar. Ele pregou o evangelho do reino; nós também devemos pregar. Enquanto Ele estava no mundo, foi a luz do mundo. Ele afirmou isso. E Ele disse também o seguinte: "Vós sois a luz do mundo." (Mt 5.14). E ordenou: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações." (Mt 28.19). 
  Portanto, embora sejamos forasteiros nesta terra, temos uma grande tarefa a realizar. A sua realização pode causar-nos dores e sofrimentos, mas ela causou sofrimentos, mas ela causou sofrimentos e dores a Jesus também. Quando Ele morreu na cruz, fez uma referência à Sua obra na terra, dizendo; "Está consumado!''. Depois , Ele foi para os céus. Foi para o seu verdadeiro lar. Nós também temos uma tarefa a realizar . E, quando a concluirmos, poderemos regozijar-nos  como Jesus fez, e então dizermos: "Está consumado!". Depois, como Jesus, iremos para o nosso verdadeiro lar. Que maravilhoso dia será aquele, quando todos nós chegarmos ao céu! 

Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;
1 Timóteo 2:1 

sábado, 31 de março de 2012

É POSSÍVEL PERDER A SALVAÇÃO?

No século V d.c., Agostinho ensinou que ''...o crente nunca poderia perder a salvação. Uma vez salvo, permaneceria salvo por toda a vida, independente das suas ações ou atitudes." Esta declaração deu início a um debate teológico que permanece até os nossos dias.
Neste Texto, apresentaremos o conceito bíblico, demonstrando que o crente pode perder a sua salvação. Ao estudar as evidências bíblicas que apoiam este fato, o leitor  compreenderá porque só após quatro séculos após a morte de Cristo surgiu esse ponto de vista sobre o assunto em pauta.
O Assunto nas Escrituras
Um dos maiores argumentos bíblicos segundo o qual se pode perder a salvação é a frequente menção do condicional ''se''. As referências bíblicas a seguir revelam o fato de que a salvação, na experiência humana, depende da situação do crente, manifesta em expressões bíblicas, como ''permanecer em Cristo'', ''continuar na fé'', ''andar na luz'', ''não retroceder'', etc. Segue-se uma lista de algumas destas frases. 
a) ''Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora...'' (Jo 25.6)                                        
b) ''...se é que permaneceis na fé...'' (Cl 1.23).
 c) ''...se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei...'' (1 Co 15.2).                                                                     
d)''... se negligenciarmos tão grande salvação?...'' (Hb 2.3)
e) ''... se, de fato guardarmos firme, até o fim, a confiança...'' (Hb 3.14).   
f) ''... Se retroceder...'' (Hb 10.38).  
g) ''Se, porém, andarmos na luz...'' (1 Jo 1.7).
Advertências Diretas 
A Bíblia contém muitas advertências acerca do perigo de cair da graça. Paulo advertiu os santos que achavam que, fazendo o que quisessem estariam salvos: ''Aqueles, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.''
O escritor da Epístola aos Hebreus advertiu que é possível deixar o coração encher-se de descrença, ao ponto de perder a salvação. ''Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo.'' (Hb 3.12). 
A Epístola de Judas leva-nos a meditar nos santos do Antigo Testamento, dos dias de Moisés, quando diz: '' Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram.'' (Jd v. 5.)
Há uma exortação severa de João, que não deixa dúvida alguma quanto a possibilidade de alguém perder a sua salvação: ''... O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.'' (Ap 2.11.) ''... Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.''
Exemplos da Perda da Salvação
 A Bíblia não apenas ensina que é possível perder a salvação, mas também registra casos de várias pessoas que viraram as costas para Deus, perdendo por completo a comunhão com Ele.
No Antigo Testamento, lemos acerca de Saul que ''...Deus lhe mudou o coração...'' e que ''...o Espírito de Deus se apossou de Saul...'' (1 Sm 10.9,10). Mais tarde, porém, tornou-se possuído de um espírito maligno, e terminou sua vida suicidando-se.
Está dito de Salomão que, na sua juventude, ''...amava ao SENHOR, andando nos preceitos de Davi, seu pai...'' (1Rs 3.3). Mais tarde, porém ele rejeitou a Deus e começou a adorar os falsos deuses (1Rs 11.1-8)
No Novo Testamento, o exemplo mais destacado de um desviado e apóstata, é o de Judas Iscariotes. Judas, no princípio era um verdadeiro crente em Deus, pois jamais Cristo confiaria a um pecador o ministério de evangelizar, curar enfermos, expulsar demônios (Mt 10.7,8). Porém, já por ocasião da última ceia, Judas havia abandonado a fé. O próprio Judas confirmou isto, quando traiu a Cristo e suicidou-se.
Himeneu e Alexandre, dois dos cooperadores de Paulo, após manter a fé e boa consciência, naufragaram na fé, e Paulo os entregou a Satanás (1 Tm 1.19,20).
Demas, outro associado de Paulo, é declarado um ajudante fiel; estava presente quando Paulo escrevia suas epístolas aos Colossenses e a Filemon (Cl 4.14; Fm V. 24). Paulo mesmo o chamou de ''cooperador'' seu . É difícil imaginar que ele não fosse um crente verdadeiro, no entanto, mais tarde ele abandonou a fé, a salvação, por causa do seu amor ao presente século (2 Tm 4.10).  
 Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para tessalônica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia. 
2 Timóteo 4:10

O PECADO E O CRENTE



O Significado e a gravidade do pecado são melhor compreendidos pelo crente do que por qualquer outra pessoa. Ao longo de toda a narrativa bíblica, o crente é advertido contra o ''... pecado que tão de perto nos rodeia..." (Hb 1.1), e a caminhar para o alvo que é a semelhança da estatura e perfeição do Senhor que o comprou com Seu precioso sangue. Por isso, ao ouvido de cada crente, hoje, deve continuar soando a advertência solene do Mestre: ''... vai e não peques mais." (Jo 8.11.)


É Possível o Crente Pecar?
          
            Para muitos crentes, a descoberta de que após aceitar Jesus como Salvador ainda estavam sujeitos ao pecado, foi tão extraordinária quanto o próprio fato de agora saberem que  eram novas criaturas.

             Que é possível o crente pecar, é assunto que se salienta com toda a Escritura. Só no Novo Testamento há capítulos inteiros, como por exemplo Romanos capítulos 7 e 8 que mostram o conflito interior do crente entre a natureza divina que nele habita, e a natureza humana, mostrando a possibilidade do crente vir a pecar, se deixa de vigiar. Vem ao caso citarmos outra vez. 1 João 1.8,9 (ARC).

'' Se dissermos  que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.''

               Mostramos no Texto anterior que o ''pecado'', no singular, citado no versículo 8, é uma referência direta a natureza caída do homem, donde provêm todos os ''pecados'', no plural, citado no versículo 9. É evidente, portanto, que o crente possui duas naturezas: a natureza caída, sujeita ao pecado, e a natureza divina. Esta última é implantada no crente através da sua ligação com Cristo, a Videira Verdadeira, sobre a qual fala João 15. Enquanto a primeira natureza estiver subjugada, o crente será levado de vitória em vitória.

Qual a Causa do Pecado do Crente?

            São muitas as causas porque o crente é levado à prática do pecado, porém, vamos citar apenas três principais, e também mais conhecidas, que são:

I. A natureza pecaminosa
II. O sistema mundial que está sob o domínio de Satanás (1 Jo 2.15-17).
III. Falta de oração e de cuidadoso estudo das Escrituras (Ef 6.10-18)

            O crente que relaxa o hábito da oração e leitura e estudos da Bíblia, está incorrendo em sérios riscos espirituais, podendo se tornar presa fácil do adversário.

Quais as Consequência do Pecado na Vida do Crente?


            Dentre as muitas consequências do pecado na vida  do crente, vale destacar as seguintes:
a) A perda da comunhão com Deus (1 Jo 1.5,6; Sl 51.11).                                                                 b) Os inimigos encontram oportunidades de blasfemar de Deus (2 Sm 12.4).                                         c) Perda do galardão (1 Co 3.13-15).                                                                                                 d) Possível morte prematura (At 5.1-11; 1 Co 11.30).                                                                         e) Maus exemplos (1 Co 8.9,100.                                                                                                          f) Destruição da fé e consequente morte espiritual (Rm 6.16; 1 Jo 5.16,17).
Como o Crente Deve Tratar Com o Pecado?


               Quanto ao trato que o crente deve dar ao pecado, a Bíblia recomenda que ele deve:


  1. Reconhecê-lo (Sl 51.3).
  2. Evitá-lo (1 Tm 5.22)
  3. Detestá-lo (Jd v. 23).
  4. Resisti-lo com confiança em Deus (Tg 4.7,8).
  5. Confessá-lo (1 Jo 1.9).
  6. Abandoná-lo (Pv 28.13).
                  O apóstolo João escreveu: "Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo." (1 João 2:1)

        Em termos de pecado há uma grande diferença entre o ímpio e o homem perdoado, o crente. Com o crente pode acontecer um desastre espiritual, enquanto que o ímpio é um desastre em si mesmo. Ainda que haja diante do crente a possibilidade de pecar, ele sabe que não vale a pena. Ele sabe que o salário do pecado é a morte, por isso mesmo procura a todo custo evitá-lo. O pecado que antes lhe era uma regra, hoje lhe é uma exceção; foi por isso que o apóstolo João escreveu; "...Se, todavia, alguém pecar..." (1 Jo 2.1)
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sexta-feira, 23 de março de 2012

TEM CUIDADO DE TI MESMO

Escrevendo ao jovem pastor Timóteo, disse o apóstolo Paulo. ''Tem cuidado de ti mesmo...'' (1Tm 4.16). Não podemos duvidar de que a vontade do Espírito Santo é que estas palavras também estejam constantemente diante de nós, obreiros cristãos dos dias atuais. Se isto é verdade, vem ao caso perguntar: No que devemos ter cuidado quanto a nós mesmos?
Entre muitas áreas da nossa vida, com as quais devemos ter cuidado, por questão de espaço, vamos enfocar algumas apenas.  
1. Cuidado com a Saúde
A saúde é o maior patrimônio físico que Deus nos tem outorgado. Ela se constitui num bem inigualável que, uma vez perdido, dificilmente será recuperado.
Apesar de tudo quanto aqui temos dito a respeito do valor da saúde, é estranho como muitos de nós, obreiros, tratamos do problema da nossa saúde. Estudando o assunto concluímos que isto acontece pela razão seguinte:
Reconhecemos haver dois tipos de obreiros: Primeiro aqueles que trabalham com Deus, têm-no como um patrão duro e sempre pronto a castigar Seus empregados, se estes, por qualquer razão não executarem a sua tarefa diária.
Enquanto isto, aqueles que trabalham com Deus, pensam e agem diferente. Para eles, Deus é seu Pai, companheiro, amigo dócil e compreensivo, sem jamais deixar de ser Senhor. Ele quer não só o trabalho do Seu servo; quer também a comunhão, a companhia, a saúde e o bem-estar do Seu servo.
Independentemente de qualquer outra coisa, a bem da saúde, será interessante que o obreiro procure preservá-la.
Um pouco de senso e aplicação comum, evitará problemas físicos. Comida sadia como legumes, frutas e carnes com pouca gordura, devem fazer parte de suas refeições. Pouco sal e açúcar também é importante para o bem-estar do corpo. Dormir bem é vital à saúde . Devemos descansar oito horas por noite, conforme somos advertidos pelos médicos. Médicos podem ajudar; outrossim, não devemos evitá-los. E quando necessário for, tomar os remédios que eles nos dão, seguir rigorosamente suas instruções. 
2. Cuidado com a Popularidade
A popularidade é uma ''faca de dois gumes" que tanto pode beneficiar como prejudicar aqueles que a alcançam. É importante que isto seja observado principalmente se relacionado ao ministério que Deus nos deu.
O ministério cristão, dependendo da nossa fidelidade e dedicação a Deus, nos levará a gozar privilégios jamais imaginados. De fato, poucas atividades oferecem tão grandes possibilidades de popularidade quanto o ministério cristão. Porém, o obreiro deve ter consciência dos riscos que ela acarreta.
Ainda que reconheçamos que a popularidade se constitua uma forma de prêmio pela eficiência de quem o tem, o obreiro cristão deve ter sempre em mente as seguintes palavras de Paulo: "...pela graça de Deus, sou o que sou..." (1Co 15.10). Pense sempre no papel da jumenta que repreendeu a Balaão; no grande peixe que tragou Jonas e o lançou na praia; no do jumentinho que Jesus usou como montaria para entrar em Jerusalém; e no galo que Deus usou para despertar a Pedro. Do que tinham eles para se gloriar? De coisa alguma. Assim devemos pensar a nosso respeito.
Conta-se a seguinte parábola: Certo dia, o jumentinho sobre o qual Jesus entrou montado em Jerusalém, deixou sua mãe por um pouco e resolveu dar um passeio pelas margens do rio Jordão. Aproximando-se de um grupo de mulheres que levavam roupa, disse-lhes: "Ei, senhoras, olhem para mim. Lembram-se de alguma coisa?" Furiosas, aquelas senhoras começaram a atirar-lhe pedras. Desgostoso, saiu em direção a uma feira pública, e em meio à multidão, bradou: "Atenção, gente, olhem para mim; lembram-se de alguma coisa? Lembram-se dos ramos e da multidão que gritava ao meu redor?" De forma hostil, também aqui ele foi apedrejado. Cabisbaixo, aproximou-se de sua mãe que, à distância vira tudo. Solenemente disse-lhe a jumenta-mãe: "Oh, criança tola, não sabes tu que sem Ele não vales nada?''.
Referimo-nos a esta parábola como meio de despertar na sua mente, a importância das palavras de Jesus, o exemplo maior das nossas vidas, que dizem: ''...sem mim nada podeis fazer." (Jo 15.5).
3.Cuidado com o Sexo Oposto
Pocas áreas do ministérios requerem tanta vigilância do obreiro cristão quanto aquela que está afeta ao seu relacionamento com as filhas de Eva. Apesar disto, a mulher é indispensável para o seu bem-estar pessoal, seu ministério, seu êxito e felicidade. Reconhecidamente, não há ternura igual à do coração de uma boa mulher.
O obreiro cristão precisa ter cuidado para não se exceder em suas ações e demonstrações de afeto para com as mulheres. Deve também evitar falar com elas com demasiada liberdade, evitando, por exemplo, segurar-lhes a mão o tempo mais que necessário ao cumprimentá-las.
As senhoras mais idosas devem ser tratadas pelo obreiro, como se fossem sua mãe; as da sua faixa de idade, como se fossem suas irmãs carnais; as mais novas como se fossem sua próprias filhas. Deve reprendê-las sempre que se fizerem repreensíveis; cuidado, porém, com as más aparências que sempre terminam em prejuízo para o seu ministério.
Sempre que tiver de tratar de algum assunto com uma irmã, que o obreiro tenha cuidado de se fazer acompanhar de sua esposa ou de um obreiro da sua confiança. Isto ajudará no sentido de que nenhuma má impressão ou suspeita seja levantada contra a moral do obreiro, como também lhe dará livre curso entre os demais membros da igreja.
4. Cuidado com a Auto-Suficiência
A auto-suficiência constitui-se num dos maiores perigos a que o obreiro cristão está sujeito, principalmente aqueles que têm uma expressiva folha de serviços ministeriais. O obreiro que se julga auto-suficiente no seu ministério, passa a pensar e agir em termos de comparação. Os tais raciocinam assim: "Aqueles que antes de mim aqui trabalharam pouco ou nada fizeram, e aqueles que aqui trabalharão após mim, nada mais do que eu poderão fazer''. Isto é exaltação, e a exaltação é uma das coisas mais detestáveis, à qual o obreiro cristão deve estar imune.
O obreiro cristão humilde e comprovadamente servo, cedo descobrirá que por mais dinâmico que seja, o progresso da obra de Deus sob sua responsabilidade não depende primeiramente de sua influência e dinamismo, mas da operação soberana de Deus, o Senhor da Igreja. Paulo disse: ''Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento." (1Co 3.6,7).
O Pastor cuida das ovelhas, alimenta-as e protege-as, mas, só ovelhas geram ovelhas; só igreja gera igreja. Isto significa dizer: a Igreja é em si mesma o agente humano através do qual Deus age para o seu próprio crescimento. Portanto, não temos por que nos gloriar, pois, por muito que estejamos fazendo, não estamos fazendo mais do que ninguém, pois, somos ''...servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer" (Lc 17.10). É Deus que opera em nós "...tanto o querer como o realizar..." (Fp 2.13).
5.Cuidado com o Temperamento
O temperamento é a "marca registrada" de todo ser humano, e serve para distinguir os indivíduos quanto ao comportamento. Ele é parte inseparável da personalidade humana, e assim o será do nascimento á morte.
Os estudiosos do comportamento humano, desde Hipócrates (460 a 370 a.C.), classificam os temperamentos em números de quatro: Sanguíneo, Colérico, Melancólico e Fleumático. Estes podem mostrar-se como qualidades ou defeitos, dependendo dos motivos que levem o homem a agir, seja pela operação do Espírito Santo, seja pelo instinto natural que domina o coração do homem embrutecido e sem Deus.
O obreiro cristão precisa conhecer o seu temperamento e tê-lo controlado, porque, devido o seu intenso trabalho , ele corre risco de se deixar dominar por sentimentos incontroláveis que o levem a tratar mal a seus familiares e demais pessoas que o cercam, por meio da fala, gestos, atitudes e outros atos.
Para exercer perfeito controle sobre o seu temperamento, o obreiro cristão precisa permitir que o Espírito Santo o domine e o faça um exemplo digno de ser imitado. Deve ter cuidado com a língua, evitando dizer tudo o que quer, pois , disse alguém que aquele que diz o que quer, terminará ouvindo o que não quer.
Tenhamos cuidado para não confundir franqueza, com má educação; autoridade com arrogância; coragem com brutalidade e otimismo com prepotência. 

quinta-feira, 15 de março de 2012

A DIGNIDADE DO PÚLPITO

Todas as grandes instituições do mundo tem a sua especial e seleta tribuna de comunicação polivalente a qual só pode ser ocupada por alguém capaz e preparado para tal missão. O templo evangélico também tem o seu centro específico e sagrado para tanto, que é o  púlpito.
O Púlpito e o Sinai
O púlpito deve ser para o obreiro o que o Sinai foi para Moisés. O púlpito é o trono do pastor, se assim podemos chamá-lo. A ele só devem subir e lá permanecer homens diferentes, realmente nascidos de novo, puros e santos. Homens cujas vidas se pautam por ideias altos e nobres; homens cuja ambição maior é a de, em tudo, seguir o exemplo dAquele que constitui pastores e guias espirituais do Seu povo aqui na Terra.
O púlpito é a coluna sobre a qual se posta o atalaia que Deus constitui vigia de Sua lavoura.
No Antigo Testamento, só Moisés e aqueles a quem Deus escolheu, podiam subir ao monte Sinai. Somente os sacerdotes podiam ministrar no tabernáculo e no templo, e apenas ao sumo sacerdote era permitida entrada no recinto do Santo dos Santos.
O lugar do púlpito no templo é altamente sagrado, e só o pastor e demais obreiros chamados por Deus e em sintonia e comunhão com Ele deve, tomar assento nele.
Cuidados Quanto ao Uso do Púlpito
O púlpito de um templo evangélico, consagrado que é a Deus, não deve ser usado por pessoas estranhas a ele!
O obreiro deve ter cuidado para não fazer do púlpito uma espécie de picadeiro de circo, de onde conta anedotas para fazer a congregação rir; do contrário, logo ele será tido pelos crentes na conta de pregador irreverente, profano, vazio e iludido pelo seu próprio espírito
A dignidade do púlpito firma-se no modo sério, santo e reverente como o usamos; por isso ao usá-lo, devemos fazê-lo de modo correto.
 Ao Assumirmos o Púlpito
Ao assumirmos o púlpito de um templo evangélico, tenhamos em mente o grandioso e sagrado deve elevar o nome de Deus, não só pela maneira como falamos, mas também pela maneira como nos comportamentos diante do mesmo, e da congregação do Senhor, lembrando que a maneira como nos comportamos no púlpito quando fazemos uso dele, independentemente da nossa pregação, resulta em efeitos bons ou maus para a congregação.
''Ao ocupar o púlpito, guiemos os homens e mulheres cansados ou rebeldes, exultantes ou deprimidos, ardorosos ou indiferentes, para o ''esconderijo do Altíssimo'' (Sl 91.1). Auxiliemos os que estão carregados de pecados a alcançarem a fonte da purificação, os escravos do mal a alcançarem libertação espiritual. Ajudemos o coxo e o paralítico a recuperarem a agilidade perdida. Socorramos as asas partidas, encaminhado-as à luz curadora dos ''lugares celestiais em Cristo Jesus'' (Ef 2.6). Enviemos os corações sombrios ao calor da graça. Auxiliemos, os levianos a se vestirem com o ''vestido de louvor'' (Is 61.3). Ajudemos a livrar os fortes, do ateísmo do orgulho, e os fracos, do ateísmo do desespero. Auxiliemos as crianças a verem a gloriosa atração de Deus, e os ateísmo do desespero. Auxiliemos as crianças a verem a gloriosa atração de Deus, e os adultos a perceberem o envolvente cuidado do Pai e a certeza do lar eterno''.                                                                                                                         
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O PERÍODO ROMANO (a partir de 63 a.C.).

Roma foi fundada no séc. VIII e no séc. V a.C. ela foi organizada numa forma republicana de governo. Após algumas conquistas bélicas realizadas na extremidade oriental da bacia do Mediterrâneo, sob o comando Pompeu, e na Gália, sob o comando de Júlio César, o império romano se expandiu.
Após a morte de João Hircano, que marcou o fim da linhagem de sumos sacerdotes hasmoneus e macabeus, o governo passou a ser exercido por Antípater (Pai de Herodes, o Grande), o idumeu (descendente de Esaú), que foi nomeado procurador da Judéia por Júlio César em 47 a. C. Antípater nomeou Herodes, seu filho, governador da Galiléia quando ele tinha apenas 15 anos de idade (segundo Josefo). Herodes recebeu o título de "rei dos judeus" no ano 40 a. C. e se casou  com Mariamne, neta de João Hircano. Odiado pelos judeus, fez o possível para agradá - los com vários privilégios e iniciou a reconstrução do templo em 19 a. C. que veio a ser o centro de adoração judaica nos dias de Jesus. A beleza do templo era tal que um provérbio da época dizia: "Quem jamais viu o templo de Herodes, nunca viu o que é belo".
Herodes era muito cruel e intentou exterminar a dinastia dos hasmoneus por temer a usurpação de seu trono. Mandou matar os três irmãos da mulher, e mais tarde a própria esposa; matou a sogra e os dois filhos que tivera com Mariamne.
Os judeus eram tratados com generosa consideração durante todo o tempo em que estiveram submissos ao domínio romano. O Judaísmo tornou - se uma das religiões legalmente reconhecidas do império o que significava que ele era amparado pela autoridade romana. Os judeus tinham seu próprio corpo judicial e legislativo. O Sinédrio tinha jurisdição em todas as questões criminais e civis. Herodes governava a Judéia  no tempo em que Jesus nasceu; foi ele quem ordenou a matança das crianças ao redor de Belém, após o nascimento de Jesus. Com a morte de Herodes, o Grande, de acordo com sua vontade expressa pouco antes de morrer, seu três filhos entraram na posse de seus domínios. Arquelau foi constituído rei da Judéia (incluindo Samaria e a Iduméia), Antipas tornou-se tetrarca da Galiléia e Peréia, e Felipe, tetrarca de Tracônites e regiões adjacentes. 
  

O PERÍODO MACABEU (165 a.c. - 63 a.C.)

O Início da Revolta dos Macabeus; ardia no peito dos judeus o sentimento de revolta a perseguição religiosa atingia agora todo o pais. Faltava apenas um líder para dar o grito de revolta, todos estavam em torno de um mesmo ideal,''Independência''.
Todo esse sofrimento imposto ao povo escolhido, provocou uma revolta e resistência iniciada por um idoso sacerdote chamado Matatias, habitante de Modim, situada entre Jerusalém e Jope. Matatias era bisneto de Hasmoneu e pai de cinco filhos valorosos, João, Simão, Judas, Eleazar e Jônatas, que ficaram conhecidos como os ''macabeus'' e ''hasmoneanos'' (''macabeu'' é o nome derivado do termo hebraico para martelo). A ação, que deu início à revolta, s deu quando Matatias matou um judeu que fora oferecer um sacrifício sobre o altar real, bem como ao oficial sírio que fora supervisionar o mesmo, e então conclamou a todos que fossem zelosos pela lei para que seguissem a lele e a seus filhos. A revolta dos macabeus havia começado. Eles se refugiaram nas montanhas do deserto e muitos dos fiéis reuniram- se a eles com suas famílias. Matatias organizou um exército que começou a resistir à politica de helenização da Palestina, e começaram a atacar cidade após cidade, matando os judeus traidores, derrubando os altares idólatras e restaurando, aos poucos, a religião judaica.
Após um ano, com a morte de Matatias, Judas o sucedeu no comando. Ele reuniu 6.000 homens para a luta e partiu para campo de batalha derrotando dois exércitos numa batalha acirrada, matando ambos os comandantes. Antíoco enviou uma terceira expedição, mais numerosa, com 50.000 soldados, que também fora derrotada. Depois disso, foi enviado um grande exército de 60.000 soldados de infantaria e cavaleiros, dentre os melhores, que também foi derrotado pelo pequeno exército de Judas Macabeu. Pouco tempo depois, Epifânio morreu e Judas estendeu seu controle sobre grande parte da Palestina, incluindo partes de Jerusalém.
Com essas milagrosas vitórias, Judas entrou em Jerusalém e reedificou o templo (25 de dezembro de 165 a.C.), aniversário de sua profanação três anos antes, os sacrifícios e a adoração a Javé foram restaurados (I Macabeus 4). Esse acontecimento foi lembrado pelos judeus como a ''Festa da Dedicação" (Jo 10.22).
Com a morte de Epifânio, Lísias, comandante dos exércitos, invadiu a Judéia com um exército de 120.000 homens. Quando estavam impondo uma derrota sobre o exército judeu, uma notícia sobre um regente rival na capital da Síria, fez com que ele promovesse um acordo de paz com a Judéia prometendo a restauração de todas as liberdades religiosas. Tudo isso ocorreu num momento em que os judeus estavam a ponto de serem esmagados. Judas fez uma aliança com Roma para combater a Síria, mas antes de desfrutar dos resultados dessa aliança, ele sucumbiu numa batalha contra o exército sírio. Seu irmão Jônatas o substituiu tornando - se também sumo sacerdote, unindo assim a autoridade civil e religiosa em uma única pessoa e dando início a linha de sacerdotes "hasmoneanos". Ele foi um guerreiro capaz e obteve vitórias que lhe rendeu o respeito por parte dos governantes sírios.
A Judéia ficou livre de todas as tropas estrangeiras e a partir do ano 142, passou novamente a ser governo independentemente até o anos 63 a.C. quando Roma, no comando do general Pompeu, interviu em Jerusalém devido a uma guerra civil pela disputa do poder da dinastia hasmoneana entre os irmãos Aristóbulo e Hircano, e pôs fim a independência israelita e a dinastia hasmoneana.