Monte Sinai

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segunda-feira, 25 de março de 2013

O Líder dos excluídos

1º Samuel 22:2 " Ajuntaram-se a ele todos os homens que estavam em  aperto, todos os endividados, todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles.
Eram, com ele, uns 400 homens".
Ser líder é uma condição que todo ser humano deseja. Aparecem até alguns que dizem: "Nasceu um novo líder". Faz parte do homem, do seu ego.
Aconteceu com um ícone da história de Israel, homem da linhagem de Jesus e considerado o maior rei de todo o povo judeu. Quem nunca ouviu falar do rei Davi? Nascido em Belém, na Judeia, entrou como harpista na corte de Saul, possuído por um espírito maligno, acalmava-se. Na guerra contra os filisteus, o jovem Davi, armado com uma funda, derrubou o gigante e, posteriormente, matou Golias, o grande campeão do inimigo, que apavorava todo o exército judeu.
Essa vitória e outras que se seguiram despertaram o entusiasmo do povo. Enciumado, o rei Saul resolveu eliminar o rapaz, embora ele tivesse se casado com sua filha Mical e fosse amigo de seu filho Jônatas. Davi fugiu da corte, mesmo sendo ungido rei pelo profeta Samuel a mando de Deus. Davi era um rei sem reino, mas tinha a certeza de que Deus o aprovara para desempenhar aquela obra. Fugiu de Saul e viveu em vários lugares, enquanto seus partidários se tornavam cada vez mais numerosos.

A humildade de Davi
Enquanto Deus não providenciava uma maneira para Davi começar a reinar, o servo do Senhor ficou exilado, excluído da sociedade. Foi na caverna de Adulão, em uma idade cananita, no território de Judá, onde ele encontrou abrigo e começou a liderar 400 excluídos da sociedade. Nunca é da maneira que queremos, mas do jeito que Deus quer , e precisamos aprender a lidar com aquilo que o Senhor almeja para nós.
Davi era o homem ideal para o povo e para Deus, mas o momento não tinha chegado. Não era o povo quem tinha de levar o homem de Deus a seu devido lugar. Era Deus quem tinha de providenciar meios para que tudo acontecesse conforme a sua vontade.
O apóstolo Paulo deixou escrito em Filipenses 2:13."Pois Deus é o que opera em vós, tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade".
Algumas pessoas não sabem esperar e acham que Deus está à sua disposição a qualquer momento, mas Deus tem o seu método de trabalho. Davi não reclamou, pois estava à disposição de Deus.

Deus trabalhando na vida de Davi
O grupo que Davi começou a liderar tinha pessoas de vários tipos: endividados, amargurados e desiludidos. Davi resolveu ser o líder do excluídos. O homem escolhido por Deus para reinar estava rodeado de problemas.
Assim Davi aprendeu a ser líder. Aquele pequeno grupo culminou em um exército, conforme consta em 1º Crônicas 12:8 "Alguns da tribo de Gade se aliaram a Davi em sua fortaleza no deserto. Eram guerreiros corajosos, prontos para o combate, e sabiam lutar com escudo e com lança. Tinham a bravura de um leão e eram ágeis como gazela nos montes".
Hoje, você pode estar em dificuldades, mas Deus quer dar uma lição para o futuro. Tenha calma, Deus está no comando. Em breve, sua vida vai mudar.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A ÉPOCA PRÉ - ABRAÂMICA


A época pré abraâmica abrange dois períodos da História:

1. o período ante diluviano;
2. do dilúvio a Abraão.

O Período Antediluviano

Vai de Adão ao Dilúvio; de 4004-2348 a.C. = 1.656 anos. É descrito no Livro de Gênesis até o capítulo 6. Contém o relato da origem de todas as coisas.

O Período Antediluviano ocorreu no Éden e suas proximidades, no Oriente. Trata-se da região primitivamente chamada Sinar, depois Suméria e Babilônia. Tal região situa-se exatamente na confluência de três grandes continentes: Europa , Ásia e África. ( Veja isto num mapa-múndi ou planisfério.)

O vale do Eufrates é pois o berço da raça humana. Nessa região Deus pôs o homem na terra. Daí surgiram e partiram as primitivas civilizações. O jardim do Éden, de acordo com eminentes autoridades e inferências arqueológicas, ficava em Eridu, 19 kms. ao sul de Ur, na antiga Sinar. O Éden foi o cenário do começo da história bíblica. Lá perto viveram também Noé e Abraão. As primeiras civilizações da região sumeriana como as de Cis, Lagás, Ereque, Ur, Acade (o mesmo que Sipar), Calné (o mesmo que Nipur), Larsa, Fara, ficavam todas em torno de Eridu (veja isso num mapa das terras bíblicas primitivas.) Eram cidades-reino. Foram povos atualmente adiantados. Algumas constam de Gênesis 10.10-12. Todo o capítulo  10 de Gênesis é altamente importante para o estudo dessas civilizações primitivas.

Como homens de Deus, salientam-se neste período histórico: Abel, Sete, Noé e Enoque. A longevidade extraordinária registrada nesse tempo tem sua explicação em diversos fatores, a saber:

a) as consequências físicas e espirituais do pecado, que redundam em enfermidades e morte na raça humana, tinham apenas começado o seu curso;
b) a maldição lançada sobre a terra devido à queda do homem, também, tinha apenas iniciado seus efeitos;

c) as condições climatéricas eram outras;

d) a capacidade da terra na produção de alimentos era superior;

e) a longevidade também se fazia necessária para o povoamento da terra; 

f) temos ainda a considerar a misericórdia de Deus para com a raça humana incipiente.

No Milênio, quando as condições de vida e meio ambiente serão maravilhosas devido à influência pessoal de Cristo, a vida humana será outra vez prolongada.

Do Dilúvio a Abraão

De 2348-1921 a.C., 427 anos. O dilúvio ocorreu provavelmente em 2348 a.C. Após este fato, muitas cidades antediluvianas foram reconstruídas como a arqueologia tem provado. A arca de Noé repousou num dos montes da Cordilheira de Ararate, perto das cabeceiras do Eufrates (veja isso num mapa), mas Noé, após o dilúvio, retornou à sua primitiva terra - Sinar, mais tarde chamada Babilônia (Gn 11.2).

Cerca de 100 anos após o dilúvio, deu-se a dispersão das raças mediante o juízo  divino da confusão das línguas (Gn 11), para obrigar os povos a cumprir o que Deus determinara sobre o povoamento da terra (9.1-7). Ninrode, contrariando o plano divino, constituiu uma federação de cidades-reino, tornando-se assim o fundador do imperialismo. Era isso um plano de Satanás para neutraliza a ordem divina. Coisa idêntica acontecerá na Grande Tribulação , quando o mesmo Inimigo unificará as nações contra o Senhor Jesus Cristo (Ap 16.14; 19.19).

O Capítulo 10 de Gênesis apresenta uma distribuição pormenorizada das raças após o dilúvio. Ninrode,camita, encabeçou a primeira civilização pós-diluviana. Fundou a cidade-reino de Babel, e em seguida outras mais, mencionadas em Gênesis 10.9-12. Uma dessas cidades: Acade, tornou-se importantíssima. Dela saiu o famoso guerreiro Sargão I, de admiração universal. Os sumérios e os acádios suplantaram os sumérios e imperaram em Ur. A família de Abraão , apesar de ser semita vivia em Ur, que nesse tempo conquistara a liderança do mundo como capital da Suméria. Abraão deve ter nascido em Ur em 1996 a. C. Esse reino dominava do Golfo Pérsico ao Mediterrâneo. Era rei nessa época o famoso Hamurábi, da dinastia acadiana, identificado com Anrafel de Gênesis 14.1. Seu célebre código de leis gravado em pedra foi encontrado em 1902 em Susã. Ur foi grande centro literário . Depois que Abraão partiu de Ur, Babilônia assumiu a dianteira.

Como Abraão veio conhecer a Deus em meio a tanta idolatria? (Js 24.2). Está confirmado pela História e pela Arqueologia que a religião dos povos primitivos era monoteísta (Rm 1.20). Além disso, Sem foi contemporâneo de Abraão durante 150 anos, conforme os capítulos 5 e 11 de Gênesis, e pode ter transmitido diretamente a revelação divina. Deus também podia revelar-se diretamente a ele, pois é soberano, inclusive na chamada (ver Mc 3.13).
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Este período que acabamos de comentar é relatado em Gênesis, capítulos 6 a 11.



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Como pode o cristão santificar o seu corpo


Parte: Lv 11. 44 e 45, 1Pe 1. 14-16 e Is 59. 1 – 14
 Lv 11;44; e sereis santo, as instruções no tocante ao alimento puro e impuro, foram dadas, segundo parece, por motivo de saúde, mas também são padrões para ajudar Israel a permanecer como um povo separado da sociedade ímpia ao seu derredor.
A Santidade é a plenitude gloriosa da excelência moral de Deus considerada como o princípio da sua própria ação como a norma para as criaturas.
1Pe 1.16 Sede santo, o desenvolvimento espiritual é um processo que passa pela santidade do corpo, santidade das aptidões e paixões, santidade da mente; um dos grandes desafios dos cristãos é o de santificar o seu corpo, glorificando a Deus 1 Coríntios 6;20; utilizando sabiamente 1Pedro 1;15; controlando as paixões Tiago 5; 17; mortificando Romanos 6;1-2; fugindo das aparências do mal Efésios 4;27.
Um cristão com sólidos conhecimentos doutrinários, que não é levado por qualquer vento de doutrina, com sua casa espiritual construída sobre a rocha, possui grande capacidade perdoadora, ovelha submissa, um produtor de frutos do Espírito e receptor de dons espirituais.
Deus ainda quer um povo santo, e providenciou, através de Cristo, o meio de purificar os pecadores para servirem, aqueles que se dizem ser seguidores de Cristo deverão conduzir-se como um povo santificado e purificado da impureza do mundo. Deus quer ter intima comunhão com seu povo santo, mas Deus puro não pode ter amizade com o pecado, portanto, temos que separar-nos do mal e da impureza.
Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça. Isaías 59;2.
Quando corretamente nos separamos do mal , o próprio Deus nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua benção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos.
O cristão que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com Deus, da sua aceitação pelo Pai e de seus direitos de filho.


Vestes Sacerdotais


Texto: Êx 28.4-29
 Deus determinou em detalhes como deveriam ser as vestes sacerdotais, elas deveriam ser lindas e solenes, bem como cumprir também a função de proteção, a beleza das vestes deveriam sempre refletir o caráter interior do Sacerdote como uma pessoa Santa.
Havia a mitra, a estola sacerdotal, o peitoral, a sobrepeliz azul, a túnica branca bordada e o cinto de ônix, as pedras urim e tumim, as doze pedras do peitoral, Romãs bordadas e as companhias de ouro; a mitra era uma cobertura para a cabeça do Sumo Sacerdote, um tipo de turbante enrolado parecendo-se com uma coroa, amarrada á mitra havia uma lâmina de ouro gravada com a frase “Santidade ao Senhor”, simbolizava uma nação santa, composta de Sacerdotes e Reis.
A Estola Sacerdotal, que só o Sumo Sacerdote usava, era uma espécie de chale sobre os ombros, que ficava por baixo do peitoral era confeccionado em linha com ouro, azul, púrpura e escarlata; era um vestuário que se estendia do ombro até abaixo do quadril, nos ombros eram fixadas duas pedras de seis em cada pedra, a estola sacerdotal como um todo com suas cores diferentes e materiais, simbolizava a Cristo em seu ministério de Sumo Sacerdote.
O cinto em volta da cintura servia para prender a estola sacerdotal, por baixo da estola usava a sobrepeliz, uma veste que vinha dos ombros  até abaixo dos joelhos, peça única, sem costura, sem mangas , com uma abertura em cima e outras duas para os braços Êx 28;33 – 34, as campainhas marcavam os movimentos do Sumo Sacerdote dentro do Santuário.
Abaixo da sobrepeliz azul o Sumo Sacerdote, e os demais Sacerdotes usavam ainda a túnica bordada branca, mais longas que cobriam os braços, e por baixo dessa túnica eles usavam um enorme calção de linho, que ia da cintura até as coxas Êx 28; 43.
A principal parte das vestes do Sumo Sacerdote era o peitoral do Juízo Êx 28;15 – 29, localizava-se no peito junto ao coração, esse peitoral bordado com fios de ouro, continha doze pedras preciosas, simbolizando as doze tribos de Israel, continha ainda duas pedras do Juízo, o Urim e o Tumim Êx 28;30; Deus respondia ás consultas do Sumo Sacerdote por essas pedras, uma simbolizava o “Sim” outra o “Não”, Davi por exemplo, consultava a Deus por meio dessas pedras.

Encarnação de Jesus Cristo


Textos, Mateus 1:18-25 e Lucas 2:1-7
Maria desposada com José v. 18: Maria, a mãe do Senhor, estava apenas desposada, ainda não casada; estava somente prometida em casamento a José, antes que tivessem coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo v. 18, ela mesma sabia a origem da sua gravidez, mas como podia prova-la? Apesar de correr o perigo de sofrer, cônscia da sua inocência, não se perturbou em espírito, mas se entregou aquele que julga com justiça; mas José sendo justo e não querendo infamar v. 19, conforme a Lei, José tinha o direito de repudiar a Maria, mas não queria infama-la apesar de ter esse direito.

Um anjo do Senhor, dizendo José, filho de Davi v. 20.
O Anjo lembrou o pobre carpinteiro do fato de que era filho de Davi, para animá-lo a aceitar a Maria e a criança gerada sobrenaturalmente em cumprimento as profecias acerca do Messias e Rei.
O que nela foi gerado é do poder do Espírito Santo v.20.
Ele salvará o seu povo dos pecados deles v.21.
Cristo nasceu de uma virgem, não com pompa e nem com luxo, mas na maior simplicidade para ensinar-nos a verdadeira grandeza.
A virgem da família de Davi, da Tribo de Judá da nação de Israel, do Ramo de Sem e da raça humana, estava para dar a luz o filho prometido, porém ela estava em Nazaré da Galileia cap. 1.26, + ou - três dias de viagem de Belém da Judéia; chegara à plenitude dos tempos, e Deus pôs “Todo o mundo” em movimento para cumprir a última das suas promessas.
Levou o Imperador Romano, sem ele saber do plano divino nem querer dar-lhe qualquer apoio, abaixar um decreto de recenseamento; a virgem, para obedecer ao decreto do Imperador viajou, sob condições, para ela, muito difíceis, até Belém, aonde chegou a tempo para dar a luz o Messias.
Todo o mundo v.1 – Cristo nasceu no Tempo em que o Império Romano estava na sua maior glória.
Deu a luz a seu filho e deitou-o v.7, parece que Maria, na sua pobreza, não teve quem a assistisse. Ela mesma, por falta de parteira, tinha de envolver seu filho em panos e deitá-lo na manjedoura.
Porque não havia lugar para eles v.7, o nascimento de Jesus era o maior evento dos séculos, mas quando nasceu não havia lugar para Ele.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

ORAÇÃO POR ESSE MUNDO. "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; 1 Timóteo 2:1"

 O mundo não é eterno. Ele acabará um dia. Será que devemos orar por ele? Será que devemos tentar melhora-lo? A Bíblia diz que devemos orar pelas autoridades . Diz que devemos orar pelos que nos governam. Diz que devemos amar nossos inimigos e orar por aqueles que nos perseguem (Mt 5.44). Então a resposta é: "Sim, devemos orar pelo mundo." Devemos preocupar-nos em levar os homens a viverem num mundo melhor . Mas também devemos tentar fazer deste mundo um lugar melhor para se viver. Isso faz parte de nossa missão com cristãos.
Pouca Preocupação com Este Mundo 
O cidadão dos céus deve ser bom cidadão na terra. Aliás, ele deve ser o melhor. Ele sabe que deve obedecer às leis e normas que governam a terra. Os cidadãos do céu não devem transgredir    as leis voluntariamente. Devem pagar seus impostos. O cristão que tiver de pagar uma multa por haver transgredido determinada lei, é um péssimo representante do seu verdadeiro "país". O cristão que for lançado na prisão por um crime que  cometeu após sua conversão, terá muita dificuldade em convencer a seus companheiros de prisão, que ele é um cidadão do reino da justiça.
Devemos orar para que Deus nos ajude a sermos bons cidadãos. Alguns cristãos ficam tão preocupados com o céu, que não servem para nada aqui na terra. Isso não deve acontecer. Nós somos o sal da terra. O sal serve para melhorar o sabor dos alimentos. Os crentes devem melhorar a terra. O mundo deve ser abençoado pela presença dos cristãos nele. A presença deles deve trazer alegria e paz. Suas orações mantêm os líderes. A sua justiça fortalece a nação.
Muita Preocupação com Este Mundo
Naturalmente, é possível ficarmos tão envolvidos nos negócios deste mundo, que esqueçamos de que foi Deus que nos colocou aqui. Somos o sal da terra, mas nossa "salinidade" é  conhecimento que temos de Jesus Cristo, e a vida reta que Ele nos capacita a viver. Não podemos ser sal da terra, se ignorarmos o fato de que somos forasteiros e estrangeiros aqui. Nós só podemos ajudar o mundo, se ajudarmos os homens a entenderem o plano divino. Portanto, não podemos deixar que as coisas do mundo nos façam negligenciar a tarefa que Jesus nos confiou.
 Devemos orar por duas coisas: Primeiro, para que nosso coração não seja atraído pelas coisas do mundo. "Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém ama mundo, o amor do Pai não está nele." (1Jo 2.15). Essa é a primeira coisa da qual devemos orar, quando pensamos em melhorar o mundo e dar um bom exemplo. A segunda coisa pela qual precisamos orar é que nunca deixamos de cumprir a missão que Deus nos confiou. "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo." (Jo 9.50. Jesus disse estas palavras quando se encontrava aqui na terra, e Ele é o nosso exemplo. Ele andou por toda a parte fazendo o bem. Nós também devemos fazer o bem. Ele orou pelos enfermos e nos também devemos orar. Ele expulsou demônios; nós também devemos expulsar. Ele pregou o evangelho do reino; nós também devemos pregar. Enquanto Ele estava no mundo, foi a luz do mundo. Ele afirmou isso. E Ele disse também o seguinte: "Vós sois a luz do mundo." (Mt 5.14). E ordenou: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações." (Mt 28.19). 
  Portanto, embora sejamos forasteiros nesta terra, temos uma grande tarefa a realizar. A sua realização pode causar-nos dores e sofrimentos, mas ela causou sofrimentos, mas ela causou sofrimentos e dores a Jesus também. Quando Ele morreu na cruz, fez uma referência à Sua obra na terra, dizendo; "Está consumado!''. Depois , Ele foi para os céus. Foi para o seu verdadeiro lar. Nós também temos uma tarefa a realizar . E, quando a concluirmos, poderemos regozijar-nos  como Jesus fez, e então dizermos: "Está consumado!". Depois, como Jesus, iremos para o nosso verdadeiro lar. Que maravilhoso dia será aquele, quando todos nós chegarmos ao céu! 

Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;
1 Timóteo 2:1 

sábado, 31 de março de 2012

É POSSÍVEL PERDER A SALVAÇÃO?

No século V d.c., Agostinho ensinou que ''...o crente nunca poderia perder a salvação. Uma vez salvo, permaneceria salvo por toda a vida, independente das suas ações ou atitudes." Esta declaração deu início a um debate teológico que permanece até os nossos dias.
Neste Texto, apresentaremos o conceito bíblico, demonstrando que o crente pode perder a sua salvação. Ao estudar as evidências bíblicas que apoiam este fato, o leitor  compreenderá porque só após quatro séculos após a morte de Cristo surgiu esse ponto de vista sobre o assunto em pauta.
O Assunto nas Escrituras
Um dos maiores argumentos bíblicos segundo o qual se pode perder a salvação é a frequente menção do condicional ''se''. As referências bíblicas a seguir revelam o fato de que a salvação, na experiência humana, depende da situação do crente, manifesta em expressões bíblicas, como ''permanecer em Cristo'', ''continuar na fé'', ''andar na luz'', ''não retroceder'', etc. Segue-se uma lista de algumas destas frases. 
a) ''Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora...'' (Jo 25.6)                                        
b) ''...se é que permaneceis na fé...'' (Cl 1.23).
 c) ''...se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei...'' (1 Co 15.2).                                                                     
d)''... se negligenciarmos tão grande salvação?...'' (Hb 2.3)
e) ''... se, de fato guardarmos firme, até o fim, a confiança...'' (Hb 3.14).   
f) ''... Se retroceder...'' (Hb 10.38).  
g) ''Se, porém, andarmos na luz...'' (1 Jo 1.7).
Advertências Diretas 
A Bíblia contém muitas advertências acerca do perigo de cair da graça. Paulo advertiu os santos que achavam que, fazendo o que quisessem estariam salvos: ''Aqueles, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.''
O escritor da Epístola aos Hebreus advertiu que é possível deixar o coração encher-se de descrença, ao ponto de perder a salvação. ''Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo.'' (Hb 3.12). 
A Epístola de Judas leva-nos a meditar nos santos do Antigo Testamento, dos dias de Moisés, quando diz: '' Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram.'' (Jd v. 5.)
Há uma exortação severa de João, que não deixa dúvida alguma quanto a possibilidade de alguém perder a sua salvação: ''... O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.'' (Ap 2.11.) ''... Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.''
Exemplos da Perda da Salvação
 A Bíblia não apenas ensina que é possível perder a salvação, mas também registra casos de várias pessoas que viraram as costas para Deus, perdendo por completo a comunhão com Ele.
No Antigo Testamento, lemos acerca de Saul que ''...Deus lhe mudou o coração...'' e que ''...o Espírito de Deus se apossou de Saul...'' (1 Sm 10.9,10). Mais tarde, porém, tornou-se possuído de um espírito maligno, e terminou sua vida suicidando-se.
Está dito de Salomão que, na sua juventude, ''...amava ao SENHOR, andando nos preceitos de Davi, seu pai...'' (1Rs 3.3). Mais tarde, porém ele rejeitou a Deus e começou a adorar os falsos deuses (1Rs 11.1-8)
No Novo Testamento, o exemplo mais destacado de um desviado e apóstata, é o de Judas Iscariotes. Judas, no princípio era um verdadeiro crente em Deus, pois jamais Cristo confiaria a um pecador o ministério de evangelizar, curar enfermos, expulsar demônios (Mt 10.7,8). Porém, já por ocasião da última ceia, Judas havia abandonado a fé. O próprio Judas confirmou isto, quando traiu a Cristo e suicidou-se.
Himeneu e Alexandre, dois dos cooperadores de Paulo, após manter a fé e boa consciência, naufragaram na fé, e Paulo os entregou a Satanás (1 Tm 1.19,20).
Demas, outro associado de Paulo, é declarado um ajudante fiel; estava presente quando Paulo escrevia suas epístolas aos Colossenses e a Filemon (Cl 4.14; Fm V. 24). Paulo mesmo o chamou de ''cooperador'' seu . É difícil imaginar que ele não fosse um crente verdadeiro, no entanto, mais tarde ele abandonou a fé, a salvação, por causa do seu amor ao presente século (2 Tm 4.10).  
 Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para tessalônica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia. 
2 Timóteo 4:10